Textos Velhos (JWU): Ernandianas 3: a luz que sai do olhar


Um tempo que se diz azul
E eu chamo simplesmente de perfeito
O entardecer na Redenção, cruzando de passo a passo
Um lado para outro
A palavra beleza querendo sair dentre os dentes
E a língua acarinhando-a, perfeita, lúcida
Desejo iluminado
Intelecto intuitivo
Peleja de abraços
No meio do parque
No final da calçada
Nos velhos viveres re-editados
Luzes
Partes de corpos sarados ou desejados
Um gesto de casais amando-se
Luzes
E dentro de mim
Sabores
da flor da Cidade Baixa

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