POLITÍCAS PÚBLICAS NA PERIFERIA

Ernande Valentin do Prado

Tenho uma amiga que diz que a bagunça interessa a todos, não apenas aos gestores das políticas públicas, aos servidores do estado, mas também ao indivíduo que precisa que os serviços funcionem e sejam equitativos. Ninguém está isento de responsabilidade pela situação em que se encontram as periferias, todos temos responsabilidades, alguns mais, outros menos, mas todos temos.
Viver em sociedade é conviver com o outro, com o jeito do outro, com as preferências do outro, as disposições. Como a ética, o amor ao próximo, ao menos para maioria das pessoas, só faz sentido dentro de determinados e estreitos círculos (cada vez menores), entre pessoas que mais ou menos comungam dos mesmos “interesses”, entre congregados da mesma igreja, torcedores de um mesmo time, eleitores de um mesmo candidato (e olhe lá), são precisas leis, normas de convivência que determinam (ou deveriam) o que pode e o que não pode. Autoritarismo? Não sei, parece mais uma questão de autoridade, de respeito com o outro, com normas de convivências, mas como o nosso estado não tem legitimidade nenhuma (quem pode mais faz chorar mais), parece autoritarismo esperar que regras básicas de convivência sejam cumpridas (principalmente porque alguns estão isentos de cumprir).
Também é fato que o estado é pensado para beneficiar quem nele manda, por isso quando mais abastado o território, mas há a presenta do estado (ou é o contrário?). Daí a periferia ficar abandonada, com um mínimo de serviços e uma presença quase inexistente da autoridade que ordenaria a convivência entre estranhos (já que não vale simplesmente a rega do amor e do respeito ao próximo).
Mas já falei demais, o que quero é mostrar...
Essas fotos foram feitas em um único dia, num raio de mais ou menos seis quilômetros em torno de minha casa, no Bairro Mangabeira, em João Pessoa. Se por acaso alguma foto não estiver tão nitida, faz parte do ensaio. Uma das regras que me impus foi fotografar de cima da bicicleta (em movimentos) pelas ciclovias do bairro.





















































[Ernande Valentin do Prado publica na Rua Balsa das 10 às 6tas-feiras]

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