Cobertura

Bolo com cobertura. Fonte da imagem.

Imagina aquele bolo bem gostoso com cobertura de chocolate. Aquele que derrete na boca, feito por mãos habilidosas.

É estranho um bolo desses, que é para ter 100% de cobertura, ficar com chocolate até a metade. "Peraí vou emendar depois". Ou uma cobertura com uma camada muito espessa em uma parte e sem nada do outro lado. Ou, mesmo na culinária moderna e os novos chamados bolos pelados, a ausência do preenchimento lateral permite o charme do recheio intenso. Mas tudo muito bem planejado, apesar do clássico bolo com cobertura de chocolate poder ser feito em todas as cidades do Brasil, com certamente deliciosas variações regionais. Além das adaptações conforme o freguês, pode bolo com cobertura sem glúten, vegano, de sabores variados. 

O confeiteiro não coloca a cobertura do bolo e depois tira umas partes no meio, para ficar "meio descoberto" ou "meio coberto", não seria honesto da confeitaria. Ou antes de entregar o bolo tira o bombom de cima, deixando um "buraco".  Você também não encontra um anúncio de um "bolo com cobertura de chocolate" e ele é vendido sem cobertura nenhuma, seria certamente um abuso sério no código do consumidor! Uma enganação! Muito menos algum familiar que anuncia que vai fazer um bolo com cobertura de chocolate e no antro da cozinha caseira apresenta um bolo sem cobertura.

Afinal, a base, de uma cobertura de chocolate é simples: cacau, água, açúcar e óleo. Certamente com variações como leite, creme de leite, chocolate, ou outras coisas que vão dar mais ou menos "consistência" e sabor. Mas enfim, os ingredientes são fáceis de encontrar e não podemos justificar a ausência de um ingrediente de fácil localização no mercado, se não, como todos sabem, a cobertura "desanda". Mas sempre é possível usar do recurso de pedir uma xícara de açúcar ou outros ingredientes emprestado para o vizinho, essa solidariedade que ainda acontece nas casas brasileiras. Para garantir que a cobertura fique íntegra e saborosa!

Se não funciona oferecer bolo com cobertura sem cobertura ou com coberturas esquisitas, porque é aceitável uma cobertura de atenção primária incompleta?

Abraços que pousam,
Mayara Floss

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