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SEI, AGORA SEI

Ernande Valentin do Prado
Ele entrou tentando se passar por um comprador qualquer, num horário de grande movimento na loja, mas não tanto que ela não o percebesse. Prometeu fazer isso, faz tempo: ela nunca acreditou, agora fez. De longe ela viu quando ele se aproximou descendo a calçada, depois passou em frente, uma, duas vezes, três vezes: Não vai entrar, não vai entrar, não vai entrar. Meus Deus. É ele, mas não vai entrar. Pensou, tentando não demonstrar para ninguém sua ansiedade. Então ele entrou. Fez que se interessou por alguma coisa, olhou, interessou-se mais, ficou em dúvidas. Ela foi até ele, tentando fingir que era apenas um comprador qualquer, como qualquer outro. As pernas bambas, o coração disparado, imaginou que a face estava vermelha. Perguntou: - Posso ajudar? - Quero ver uma calça... Foi o que ele disse, tentando não olhar diretamente em seu rosto, que devia estar mais vermelho que um pimentão. Mas resistiu até onde pode, fingindo ser apenas mais um cliente, para que as co…

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