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DJARINA

Maria Amélia Mano
Mãe analfabeta, pai ausente, tabelião pouco sensível, solidão e o nome da pequena ficou assim: Djarina. Quando perguntavam na escola, quando franziam as sobrancelhas, quando liam do jeito que era para ser como se assim fosse, Djanira, a menina sofria. E assim conviveu com um nome que era um espanto, uma pergunta e uma denúncia de ausências. Casou virgem, de branco e, no altar, o padre disse nome errado, nome certo, nem mais se sabia o que era. Chamavam de tudo e nem apelido servia, cabia, colava.
Quando se separou, o sobrenome já mudado virou marca de tristeza, e o nome que já não tinha mesmo sentido de ser certo ou errado, era mais uma perdição ou maldição entre incompreensão e mágoa. Agora tinha certeza, não só o nome, mas toda ela tinha nascido assim, de letras trocadas, de sílabas sem sentido, de fonemas invertidos, de abandonos e erros. Era só um erre e um ene, mas era tudo. Era como genética, troca de cromossomo, mutação e síndrome. Síndrome de Errene ou de Ener…

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